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A dissertação que aqui se apresenta pretende estudar as relações entre duas vilas da atual região Oeste: Aldeia Galega e Alenquer. Procurará igualmente fazer delas um caso de estudo para compreender alguns aspetos do Portugal medieval.... more
A dissertação que aqui se apresenta pretende estudar as relações entre duas vilas da atual região Oeste: Aldeia Galega e Alenquer. Procurará igualmente fazer delas um caso de estudo para compreender alguns aspetos do Portugal medieval. Partindo do plano físico da vila menos estudada – Aldeia Galega da Merceana - analisaremos o seu  desenvolvimento no espaço e as suas instituições, mediante o que as fontes permitem.  Depois, como cabeça de um concelho, estudaremos o seu termo. No decurso dessa segunda parte deste trabalho, somos confrontados com uma realidade complexa, que exige a observação mais detalhada de um fenómeno até agora pouco explorado. Nascido o concelho de um antigo julgado, integrado no termo de Alenquer, a vila de Aldeia Galega acabou por ter de partilhar o seu termo com o dessa vila. Procuraremos definir os contornos da jurisdição desse primeiro julgado e o desenvolvimento institucional do concelho a que deu lugar, o que explicará por si a complexidade do termo da vila de Aldeia Galega. No encalço dessa explicação, desenvolveremos um pequeno estudo mais abrangente sobre o que significa ser um julgado naquela região na Idade Média, explorando os concelhos limítrofes ao nosso.
Por fim, estabelecido o espaço sobre o qual trabalhamos e o seu desenvolvimento, realizamos um estudo sobre as relações entre essa região e o seu senhor. Desse ponto de vista, a vila de Aldeia Galega é praticamente inseparável de Alenquer e, por essa razão, alargamos o estudo a essa vila definitivamente: frequentemente doadas a infantas e a rainhas, as duas vilas acabarão por ser integradas no bloco territorial a que, no século XV, se chamará “Terras das Rainhas”. Exploraremos então que relações estabeleceram com o território e as suas instituições, como o geriram e em que circunstâncias os conflitos em que se envolveram a eles se estenderam.
A crise dinástica de 1383-1385 foi alvo de estudo por gerações de historiadores. Este artigo pretende contribuir para o debate através de um campo florescente da historiografia que não parece ter ainda sido utilizado para analisar o... more
A crise dinástica de 1383-1385 foi alvo de estudo por gerações de historiadores. Este artigo pretende contribuir para o debate através de um campo florescente da historiografia que não parece ter ainda sido utilizado para analisar o relato principal dos acontecimentos, da pena de Fernão Lopes: a História das Emoções. Estudaremos assim a paleta emocional expressa pelo cronista-mor do reino e percecionada pelos leitores das crónicas do Portugal Medieval, no sentido de entender como é que sustenta a subida ao trono do Mestre de Avis. O artigo encontra-se estruturado em torno de três casais régios e das emoções por eles exprimidas e provocadas: Leonor Teles e D. Fernando, como o mau exemplo, pelo desregramento emocional que conduz o reino ao caos e a desadequação dos papéis que desempenham àquilo que deles se espera; Juan I de Castela e Beatriz de Portugal, que pontuam pelo desespero e emoções negativas que provocam; João I e Filipa de Lencastre, como retorno à normalidade, pelo bom desempenho, regrado e positivo. Em todos eles, é o primeiro elemento enunciado que domina as referências.
1498, a par das casas de Gil Eanes na Rua Nova d’el-Rei- Lisboa, março, 13 O convento de Nossa Senhora da Graça protesta sobre o seu lugar numa procissão em Lisboa, em face da posição atribuída aos cónegos de São Vi- cente de Fora de... more
1498, a par das casas de Gil Eanes na Rua Nova d’el-Rei- Lisboa, março, 13
O convento de Nossa Senhora da Graça protesta sobre o seu lugar numa procissão em Lisboa, em face da posição atribuída aos cónegos de São Vi- cente de Fora de Lisboa.
1492, Sintra, outubro, 24
D. João II atesta da conversão de Afonso Rodri- gues ao cristianismo, tomando-o sob a sua pro- teção.
[1496, S.l., abril, 8-1514,S.l., outubro, 5]1 O porteiro dos contos de Alenquer pede ao Rei D. Manuel que faça com que os livros das con- tas do Paúl de Ota sejam recolhidos à Casa dos Contos da vila para melhor ser aproveitada a... more
[1496, S.l., abril, 8-1514,S.l., outubro, 5]1
O porteiro dos contos de Alenquer pede ao Rei D. Manuel que faça com que os livros das con- tas do Paúl de Ota sejam recolhidos à Casa dos Contos da vila para melhor ser aproveitada a propriedade.
1288, Gradiz, novembro, 11 O Mosteiro de São João de Tarouca e o concelho de Aguiar da Beira apresentam os juízes escolhi- dos para o efeito, a quem dizem pertencer algu- mas herdades na aldeia de Gradiz (fr. c. Aguiar da Beira). O... more
1288, Gradiz, novembro, 11
O Mosteiro de São João de Tarouca e o concelho de Aguiar da Beira apresentam os juízes escolhi- dos para o efeito, a quem dizem pertencer algu- mas herdades na aldeia de Gradiz (fr. c. Aguiar da Beira). O Mosteiro protesta considerando que não estão reunidas as condições para se terminar o processo.
1405, Sintra, julho, 6
A rainha D. Filipa de Lencastre sentencia em apelação o concelho de Aldeia Galega a partici- par nas reparações que se faziam na muralha de Alenquer. Em traslado simples quatrocentista.
[original entre 1455.12.02 e 1469 , s.l.]1
Cópia quinhentista de uma carta consolatória a Isabel de Urgel, esposa do infante D. Pedro, es- crita por Mestre Simão de São Mateus.
1409, Outeiro a par de Santo Tirso, agosto, 8
D. João I faz saber a João de Burgos, almoxarife do armazém do Porto e ao seu escrivão, que Dio- go Álvares deverá receber a sua contia.
1436, Coimbra, maio, 3
O prior de Santa Cruz de Coimbra, D. Gonçalo, protesta perante Afonso Anes, tabelião dessa ci- dade e testemunhas, da intromissão do bispo D. Álvaro na jurisdição do mosteiro.
1289, Gradiz, setembro, 20
Os juízes eleitos para julgar a contenda entre o Mosteiro de São João de Tarouca e o Concelho de Aguiar da Beira sobre herdamentos disputa- dos por ambos na aldeia de Gradiz (fr. c. Aguiar da Beira) dão sentença.
1266, Gradiz, julho, 7
Os juízes e concelhos de Aguiar (da Beira) e Sernancelhe acordam a divisão dos respetivos termos, mediados pelo abade de São Pedro das Águias
Resumo: Pretendemos esclarecer neste artigo as circunstâncias que explicam a evolução do topónimo "Aldeia Galega", localidade atualmente situada no Concelho de Alenquer. Para isso, analisaremos brevemente o povoamento da região e a sua... more
Resumo: Pretendemos esclarecer neste artigo as circunstâncias que explicam a evolução do topónimo "Aldeia Galega", localidade atualmente situada no Concelho de Alenquer. Para isso, analisaremos brevemente o povoamento da região e a sua evolução no tempo para justificaras mutações das designações a ela associadas, do composto "Montes de Alenquer", que designou originalmente um espaço mais vasto, até ao "Aldeia Galega da Merceana" com que é conhecida nos nossos dias. O nossoexame centrar-se-á no momento em que todas estas alterações se detetam sucessivamente: da Idade Média aos alvores da modernidade, no período compreendido entre 1220 e 1537. Da mesma forma, abordaremos as diferenças entre a documentação produzida localmente e aquela que é produzida pelas chancelarias régias, na tentativa de compreender as razões que justificam o apêndice "da Merceana" e a forma como ele é, ou não, absorvido pelos habitantes do lugar.

Abstract: In this paper we aim to clarify the circumstances which explain the evolution of the toponym "AldeiaGalega", a village nowadays located in the Municipality of Alenquer. For that purpose, we will analyze the region's settlement process and evolution in time, to justify the mutations of the designations associated with it, from the compound name "Montes de Alenquer", which originally designates a broader area, to "Aldeia Galega da Merceana", as it is known nowadays. Our exam will focus on the moment when all these changes are successively detected: from the Middle Ages to the beginning of modernity, in the period comprehended between 1220 and 1537. In the same way, we will approach the differences between the documentation produced locally and the one produced by the king's chancellery, in the attempt to understand the reasons that justify the appendix "da Merceana" and the way that it is, or is not, absorbed by the inhabitants.
More information: womenandwar19.mozello.pt
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